18 de março, 2005 - 16h30 GMT (13h30 Brasília)
A Itália repatriou 180 imigrantes ilegais, que chegaram ao país de barco, aportaramdp na pequena ilha de Lampedusa, numa onda de imigração em massa.
Dois aviões fretados levaram-nos de volta à Líbia, o país de onde teriam partido na última terça-feira.
Mas o escritório italiano da Anistia Internacional criticou fortemente a decisão, dizendo que ela é uma violação das leis italiana e internacional.
Mais de mil imigrantes chegaram à ilha nas últimas 48 horas.
"As pessoas deportadas não foram identificadas de maneira apropriada", disse a Anisitia, num comunicado.
"Elas não foram informadas sobre seu direito de requerer asilo na Itália, e não tiveram oportunidade de fazê-lo, se quisessem", acrescentou.
Apelo
Apesar da repatriação forçada, o centro de recepção de imigrantes da ilha, com capacidade para 200 pessoas, abriga atualmente mais de 700.
O prefeito de Lampedusa, Bruno Siragusa, fez um apelo à União Européia.
"Ajude-nos. O centro está explodindo", disse ele, segundo o jornal italiano La Gazetta del Mezzogiorno.
"Dê nos uma mão para cuidar de uma emergência, que não é apenas da Itália, mas de toda a Europa", afirmou.
A Itália tem um acordo com a Líbia para deportar imigrantes ilegais, e centenas deles já foram enviados para seu local de origem anteriormente.