16 de março, 2005 - 02h16 GMT (23h16 Brasília)
O presidente da Bolívia, Carlos Mesa, propôs nesta terça-feira ao Congresso que as eleições gerais sejam adiantadas em quase dois anos para evitar "um banho de sangue no país".
Mesa defendeu a realização de eleições no dia 28 de agosto e a transferência no poder um mês depois, simultaneamente com a eleição de uma assembléia constituinte.
"Se não levarmos adiante um processo dessa natureza, este país ficará ingovernável", afirmou o presidente num dicurso transmitido pela TV.
A proposta de Mesa vem nove dias depois de ele oferecer a sua renúncia, que acabou sendo declinada pelo Congresso.
Ainda no discurso desta terça-feira, Mesa disse que desistiu da proposta de uma polêmica lei sobre o setor de energia, que tem sido uma das principais causas dos protestos no país.
Grupos que se opõem à lei, encabeçados pelo deputado oposicionista Evo Morales, estão interceptando a estrada mais importante do país há uma semana.
As barreiras têm causado problemas no abastecimento de comida e prejuízos de milhões de dólares para a economia do país.
As eleições estavam previstas para junho de 2007 e, segundo analistas consultados pela agência de notícias Reuters, Mesa não poderia concorrer.