15 de março, 2005 - 12h39 GMT (09h39 Brasília)
O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, disse nesta terça-feira que dois militantes acusados de participar do assassinato do ministro do Turismo de Israel, Rehavam Zeevi, em 2001, serão libertados quando as forças israelenses deixarem Jericó nesta semana.
O governo de Israel afirma que não há um acordo para que Ahmed Saadat e Fuad al-Shobak sejam soltos. O escritório do primeiro-ministro Ariel Sharon afirmou que o Exército sairá em busca deles caso sejam libertados.
"Os dois homens foram colocados numa lista de procurados por Israel", disse Abbas à agência de notícias Reuters.
"O acordo que temos com Israel é que, quando eles saírem de nossas cidades, os fugitivos terão imunidade. Portanto, eles serão libertados, e Israel está ciente disso."
Saadat, líder da Frente Popular pela Libertação da Palestina (FPLP), Al-Shobak e outros três militantes estão detidos sob supervisão britânica em Jericó, após um acordo entre Israel e os palestinos em 2002.
Nesta quarta-feira, Jericó deve ser a primeira de cinco cidades da Cisjordânia a ser transferida para o controle das forças de segurança da Autoridade Palestina, resultado de negociações com Israel para restabelecer o processo de paz no Oriente Médio.
Trégua
As divergências sobre o futuro desses presos acontece num momento em que Abbas tenta convencer os líderes das principais facções palestinas a adotar uma trégua total no conflito com Israel.
Ele inicia negociações no Cairo nesta terça-feira, que devem durar três dias e incluir representantes dos principais grupos que se opuseram a Israel nos quatro anos de intifada (levante contra a ocupação), como o Hamas e o Jihad Islâmico.
Um correspondente da BBC na Faixa de Gaza afima que os líderes dessas organizações se recusam a formalizar um cessar-fogo definitivo, mas estariam dispostos a continuar a conter a violência como têm feito nas últimas semanas.