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14 de março, 2005 - 12h58 GMT (09h58 Brasília)

Ato contra a Síria reúne centenas de milhares em Beirute

Centenas de milhares de pessoas estão marchando nesta segunda-feira nas ruas de Beirute pedindo a retirada de tropas e agentes de inteligência sírios do território libanês.

A passeata, convocada pela oposição ao governo pró-Sírio do país, acontece no dia em que se completa um mês do assassinato do ex-primeiro-ministro Rafik Hariri.

Os manifestantes se reuniram inicialmente na praça dos Mártires, onde está o mausoléu em homenagem a Hariri e onde normalmente ocorrem as manifestações.

Muitos no Líbano atribuem a responsabilidade pelo atentado que matou o ex-premiê à Síria, que nega o seu envolvimento no crime.

A passeata está sendo descrita por correspondentes no local como a maior já realizada pela oposição desde a morte de Hariri. Algumas estimativas não-oficiais falam em 300 mil pessoas.

Além de integrantes das comunidades drusa e cristã do Líbano, muitos muçulmanos sunitas – Hariri também era sunita – se aliaram aos pedidos pela retirada síria.

Hezbollah

A manifestação desta segunda-feira é também uma resposta da oposição a grupos pró-Síria – principalmente a milícia e partido Hezbollah – que na semana passada reuniram 500 mil pessoas em Beirute a favor de Damasco e contra a interferência americana na política libanesa.

Os protestos organizados pelo Hezbollah continuaram em cidades do sul do Líbano, como Nabatyeh, no domingo.

Uma série de protestos iniciada após a morte de Hariri e a pressão internacional sobre o governo do presidente Bashar Al-Assad levaram a Síria a iniciar a retirada dos cerca de 14 mil militares que mantinha no país vizinho desde os anos 1970.

Damasco ainda não revelou quando pretende completar a sua retirada – a resolução 1559 do Conselho de Segurança da ONU, aprovada no ano passado, exige que os sírios deixem o Líbano antes das eleições parlamentares de maio.