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12 de março, 2005 - 13h15 GMT (10h15 Brasília)

Irã rejeita incentivo americano para questão nuclear

O Irã rejeitou a nova política americana de oferecer incentivos econômicos para que o país abandone seu programa de enriquecimento nuclear.

“Não existe pressão, propina ou ameaça que vai nos fazer desistir de nosso direito legítimo” de usar a tecnologia nuclear para fins pacíficos, disse um porta-voz iraniano.

O presidente americano George W. Bush anunciou, na sexta-feira, mudanças na política americana, dizendo que apoiaria as negociações conduzidas pela União Européia para resolver o impasse nuclear do Irã.

A secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, anunciou a suspensão da proibição, em vigor há dez anos, do Irã ingressar na Organização Mundial do Comércio (OMC) e objeções para o país adquirir peças para aviões comerciais.

Sanções

Os EUA acusam o Irã de usar o programa de enriquecimento nuclear como uma fachada para o desenvolvimento de armas nucleares.

O ministro das relações Exteriores do Irã, Hamid Reza Asefi, declarou neste sábado que “remediar alguns erros e restrições impostas injustamente à República Islâmica do Irã não vai nos impedir de perseguirmos nossos direitos legítimos” de desenvolvimento nuclear.

“As restrições para a compra de peças não-militares não deveriam ter sido impostas em primeiro lugar e as suspender não é um incentivo”, disse Asefi.

“Ingressar na OMC é direito de todos os países do mundo”, disse ele.

Teeran nega que esteja buscando adquirir armas nucleares, mas suspendeu o programa de enriquecimento de urânio após negociações com a França, Alemanha e a Grã-Bretanha.

Tanto os EUA como a União Européia querem que a suspensão seja permanente e ameaçaram pedir sanções da ONU se o Irã não capitular.