05 de março, 2005 - 09h06 GMT (06h06 Brasília)
O primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, abriu a sessão anual do Parlamento chinês em Pequim dizendo que o país nunca vai permitir que forças pró-independência de Taiwan consigam a separação da ilha.
O Parlamento deve aprovar na próxima semana uma lei que visa impedir qualquer tentativa de Taiwan, uma aliada dos Estados Unidos, de se tornar formalmente independente.
A China vê a ilha como uma província renegada, freqüentemente ameaçando usar a força caso ela se declare independente, e políticos de Taiwan dizem que nova lei vai criar precedentes legais para uma possível invasão chinesa.
Wen disse que a lei anti-secessão de Taiwan reflete "a forte determinação do povo chinês de nunca permitir que as forças secessionistas trabalhando pela 'independência de Taiwan' consigam separar Taiwan da China".
Vencer qualquer guerra
A respeito da economia, Wen previu que o país vai continuar crescendo a um ritmo acelerado - o objetivo, segundo ele, é alcançar 8% de aumento do PIB em 2005, criando 9 milhões de novos empregos.
O discurso do premiê, presenciado por cerca de 3 mil delegados presentes à sessão parlamentar, durou duas horas e foi interrompido por aplausos 26 vezes.
“A manutenção de um desenolvimento econômico estável e rápido é um tema importante, que o governo deve lidar de forma que tenha sucesso”, disse Wen.
Ele prometeu cortar todos os impostos sobre a agricultura por volta do ano que vem e estabeleceu planos para prover educação gratuita para crianças pobres.
O Parlamento também deve aprovar um aumento de 12% no Orçamento das Forças Armadas chinesas, levando os gastos militares do país oficialmente para 247,7 bilhões de yuans (R$ 79,5 bilhões).
Wen afirmou que é “um objetivo histórico” da China garantir que o Exército do país “seja capaz de vencer qualquer guerra que lute”.
Ele disse ainda que vai combater a corrupção no setor público.