04 de março, 2005 - 18h20 GMT (15h20 Brasília)
A jornalista italiana Giuliana Sgrena, que tinha sido seqüestrada no Iraque, foi libertada nesta sexta-feira, segundo seus empregadores.
Sgrena, seqüestrada em 4 de fevereiro, foi solta em Bagdá, de acordo com o jornal Il Manifesto, para quem ela trabalha.
O diretor editorial do jornal, Francesco Paterno, disse que o governo italiano o informou da libertação.
Um grupo militante pouco conhecido, a Organização do Jihad Islâmico, tinha assumido a responsabilidade pelo seqüestro e exigia que a Itália retirasse suas tropas do Iraque.
Experiência
Sgrena, de 56 anos, é uma correspondente veterana no Oriente Médio para o jornal.
Ela foi seqüestrada quando visitava uma mesquita em Bagdá, onde refugiados tinham acampado desde o ataque dos Estados Unidos a Falluja, em novembro.
A jornalista foi mostrada em vídeo, fazendo um apelo por sua vida em italiano e francês. Ela também fez um alerta para que todos os estrangeiros, inclusive jornalistas, se mantenham afastados do Iraque.
O jornal esquerdista Il Manifesto se opôs à invasão do Iraque pelas tropas lideradas pelos Estados Unidos.