26 de fevereiro, 2005 - 07h55 GMT (04h55 Brasília)
O banco americano Riggs anunciou que aceitou pagar mais de US$ 8 milhões (cerca de R$ 21 milhões) a vítimas, ou familiares de vítimas, de abusos durante o regime militar de Augusto Pinochet, no Chile.
O porta-voz do banco, Mark Hendrix, informou que a instituição chegou a este acordo perante uma corte em Madri, Espanha.
Segundo Hendrix o banco vai depositar o dinheiro em um fundo especial que será administrado pela Fundação Salvador Allende, com sede em Madri, e que ajuda as vítimas de abusos.
Em janeiro de 2005 o banco Riggs de Washington, um dos mais antigos dos Estados Unidos, concordou em se declarar culpado de não informar sobre atividades suspeitas em contas de Augusto Pinochet.
Nesta ocasião, o banco Riggs recebeu uma ordem para pagar uma multa de US$ 16 milhões (cerca de R$ 42 milhões).
Garzón
Na sexta-feira o juiz espanhol Baltasar Garzón fixou em US$ 1,9 milhão (cerca de R$ 5 milhões) a multa a Augusto Pinochet pela responsabilidade civil relativa a delitos atribuídos ao ex-general durante seu regime no Chile, entre eles "genocídio, terrorismo e torturas".
Pinochet pagou uma fiança e atualmente está em liberdade, no Chile.
O ex-general está sendo processado como autor de nove seqüestros e um homicídio, casos relativos à chamada Operação Condor.
O ex-governante também está sendo investigado por suas contas secretas no banco Riggs.