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25 de fevereiro, 2005 - 10h36 GMT (07h36 Brasília)

Canadá rejeita sistema de defesa antimísseis dos EUA

O primeiro-ministro do Canadá, Paul Martin, afirmou que seu país não vai se juntar aos Estados Unidos num sistema de defesa antimísseis.

Segundo ele, o Canadá continua um aliado dos Estados Unidos, apesar de ter decidido não participar do sistema antibalístico.

"Nós respeitamos o direito de os Estados Unidos se defenderem", disse Martin.

"Vamos continuar a trabalhar em parceria com nosso vizinho na defesa comum da América do Norte e na segurança do continente. Mas a defesa contra mísseis balísticos não é onde vamos concentrar nossos esforços", afirmou.

Apoio

A decisão, que já era esperada, deve ter apoio popular. Pesquisas indicam que a maioria dos canadenses se opõe ao plano americano.

O correspondente da BBC afirma que a notícia pode esfriar a relação entre os dois países.

O Canadá foi um crítico da invasão americana ao Iraque em 2003.

Teste

Os Estados Unidos informaram que testaram com sucesso um interceptor de mísseis no Pacífico na quinta-feira.

Os americanos disseram que a tecnologia funcionou em cinco de seis tentativas de derrubar um míssil.

Anteriormente, o primeiro-ministro do Canadá tinha apoiado a participação no programa, e o país tinha começado negociações formais para uma possível colaboração.

Mas fazendo parte de um governo que não tem a maioria e enfrentando oposição ao plano dentro de seu próprio partido, o premiê estava sob intensa pressão doméstica para escapar dos avanços dos Estados Unidos.

Em Washington, uma autoridade do Departamento de Estado reagiu à notícia dizendo: "Certamente esperamos que apesar dessa decisão nós ainda seremos capazes de continuar nossa cooperação em questões bilaterais, incluindo defesa".

Na terça-feira, o novo embaixador do Canadá nos Estados Unidos causou polêmica ao dizer que um pacto de defesa que os dois vizinhos assinaram no ano passado significava que o Canadá já era parte efetiva do sistema de defesa.

O Canadá concordou em agosto em permitir que o comando conjunto de defesa aérea dos dois países compartilhasse informações com o programa de defesa antimísseis.