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24 de fevereiro, 2005 - 12h34 GMT (09h34 Brasília)

Parlamento aprova novo gabinete palestino

O Parlamento da Autoridade Palestina aprovou nesta quinta-feira por 54 votos a 10 o novo gabinete do primeiro-ministro Ahmed Korei, com poucos aliados diretos de Yasser Arafat.

A decisão foi tomada depois de a primeira lista de ministros ter sido rejeitado por deputados do partido Fatah por incluir muitos nomes ligados a Yasser Arafat, morto em novembro.

Os deputados exigiam que os novos ministros, que devem tomar posse ainda nesta quinta-feira, não tivessem nenhum envolvimento nas denúncias de corrupção que pesam contra a Autoridade Palestina.

O novo governo é formado sobretudo por reformistas e tecnocratas: 17 dos 24 escolhidos são novos no governo e vários deles são próximos do presidente Mahmoud Abbas, que teria articulado a mudança do perfil do governo nos bastidores.

Segurança

O negociador-chefe palestino, Saeb Erekat, disse à BBC que o novo gabinete significa avanço para os palestinos.

Ele acrescentou que rejeitou um convite para ocupar uma pasta ministerial, mas que continuará a ter um papel importante nas negociações com Israel.

Entre os 24 integrantes do novo gabinete, um dos destaques é Nasser Youssef, que será o ministro do Interior, cargo que inclui a responsabilidade sobre as forças de segurança.

Antes de morrer, Yasser Arafat se recusou a nomear Youssef, um ex-general, por temer que ele agisse de forma independente demais.

O ex-chefe dos serviços de segurança Mohammed Dahlan, figura próxima a Abbas e ativo nas negociações com Israel, será ministro para Assuntos Civis.

Um dos únicos aliados diretos de Arafat a continuar no ministério – além do próprio primeiro-ministro Korei – foi Nabil Shaath, atual ministro das Relações Exteriores, que passará a acumular os postos de vice-primeiro-ministro e ministro da Informação.

O embaixador palestino na ONU, Nasser al-Kidwa, sobrinho de Arafat, vai chefiar agora a pasta das Relações Exteriores.