23 de fevereiro, 2005 - 03h50 GMT (00h50 Brasília)
A rainha Elizabeth 2ª não vai à cerimônia de casamento do seu filho, o príncipe Charles, com Camilla Parker-Bowles, informou o Palácio de Buckingham.
Charles e Camilla vão se casar na Prefeitura de Windsor no próximo dia 8 de abril.
Uma porta-voz do Palácio negou que a decisão da rainha indique uma repreensão da sua parte em relação ao segundo casamento do filho.
Segundo ela, a principal preocupação da rainha é que "a cerimônia civil seja a mais discreta posível, respeitando os desejos do casal".
Segundo a porta-voz, a rainha vai estar presente na Capela Saint George, no Castelo de Windsor – onde Charles e Camilla vão receber a bênção depois do casamento – e na recepção a ser realizada em seguida, da qual será anfitriã.
"Ela está muito contente de oferecer a recepção do casamento no castelo."
Os filhos do Príncipe de Gales, os príncipes William e Harry, e da noiva, Tom e Laura, devem comparecer à cerimônia civil.
Inédito
A simplicidade da cerimônia deverá contrastar com o casamento cheio de pompa entre Charles e Diana Spencer, a Princesa Diana, em 1981.
A decisão da rainha é inédita na história da família real britânica, segundo historiador David Starkey disse que
Mas o especialista na Constituição britânica John Fawsley, que conhece o príncipe Charles pessoalmente, elogiou a decisão.
Fawsley disse que ela já demonstrou claramente que aprova o casamento, mas, como Chefe Suprema da Igreja da Inglaterra, "não quer ir a um casamento num cartório".
"Uma pessoa não pode viver baseando-se na forma como a mídia vai reagir."
O comentarista de assuntos da realeza da BBC, James Whitaker, diz, no entanto, que a ausência da monarca vai fazer os britânicos questionarem o seu apoio ao casamento do filho.
A cerimônia ia ser realizada no Castelo de Windsor, mas os planos foram mudados por causa de um problema na licença – a licença seria válida por três anos, permitindo que qualquer pessoa se casasse nesse período.
A legalidade do casamento do príncipe também já foi posta em dúvida. Na segunda-feira, especialistas disseram que membros da realeza não poderiam se casar no civil na Inglaterra e teriam que fazê-lo na Escócia.
Mas o procurador-geral decidiu pela legalidade da cerimônia.