20 de fevereiro, 2005 - 14h42 GMT (12h42 Brasília)
O gabinete do primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, decidiu apoiar o plano de remoção de soldados e assentamentos da Faixa de Gaza.
A remoção foi aprovada neste domingo por 17 votos a cinco.
O plano de remoção de assentamentos começará em julho e já foi aprovado pelo Parlamento israelense, o Knesset.
O gabinete também aprovou um novo traçado para a barreira que separa as áreas palestinas das áreas israelenses na Cisjordânia.
Os palestinos temem perder território com o novo traçado.
"Esse não será um dia fácil, nem um dia feliz", disse Sharon no começo da reunião de gabinete, acrescentando que a retirada dos assentamentos é necessária para o futuro de Israel.
Com as decisões deste domingo, cerca de 8 mil assentados israelenses vão receber uma nota de aviso prévio de cinco meses. Os despejos legais devem começar em julho.
Sharon disse que a retirada de Gaza vai ser coordenada entre o governo e os palestinos.
"Acho que temos que dar essa chance à paz para a próxima geração. A chance é pequena, mas tem que ser dada", afirmou o ministro do Exterior, Silvan Shalom.
"Este é um momento histórico que pode nos levar a um futuro melhor", completou.
Já o novo traçado da barreira foi votado porque o primeiro foi considerado "desnecessariamente perturbador para a vida dos palestinos" pelo Supremo Tribunal isralense.
Os limites impostos pela nova barreira serão mais próximos das fronteiras de Israel com a Cisjordânia do que os do plano original.
Mesmo assim, ela deve incorporar de 6% a 8% do território palestino a Israel.
Cerca de um terço da barreira já está construída.
'Melhores condições'
Neste domingo, também foram reabertas as fronteiras entre a Faixa de Gaza e o Egito.
Desde meados do ano passado, o governo de Israel vinha proibindo a entrada da maioria de palestinos com menos de 35 anos.
Um porta-voz do ministério da Defesa israelense disse que a suspensão da proibição de entrada no país faz parte do pacote de medidas aprovado para facilitar as condições dos palestinos.
Milhares de pessoas eram afetadas e se sentiam oprimidas com a proibição, segundo o correspondente da BBC em Gaza Alan Johnston.