18 de fevereiro, 2005 - 21h40 GMT (19h40 Brasília)
Grupos de oposição no Líbano fizeram nesta sexta-feira um apelo pelo que chamaram de “rebelião pacífica” pela independência e exigiram a renúncia do atual governo libanês, que segue uma linha pró-Síria.
Em um manifesto, a oposição afirma que as autoridades sírias e libanesas promovem políticas “criminosas” e “terroristas” e qualifica o atual governo do país de “ilegítimo”.
O manifesto foi divulgado durante um encontro que reuniu cerca de um terço dos membros do Parlamento libanês.
“O funeral popular sem precedentes (do ex-premiê Rafik Hariri) constitui um marco brilhante na marcha do nosso povo rumo à independência”, disse o oposicionista Samir Franjiyah.
Inquérito internacional
“E também evidencia a capacidade dos libaneses de fazer frente a suas responsabilidades consigo mesmos, sua pátria e sua grande capital, Beirute.”
Os parlamentares que participaram do protesto disseram que estavam suspendendo suas atividades legislativas.
Eles também cobraram a instalação de uma comissão internacional de inquérito, sob os auspícios da ONU, para investigar o atentado com um carro-bomba que matou Hariri, no começo da semana, além de outras 14 pessoas.
Ainda nesta sexta-feira, o ministro do Turismo do Líbano, Farid al-Khazen, pediu demissão de seu cargo.