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18 de fevereiro, 2005 - 08h42 GMT (06h42 Brasília)

Rebeldes capturam 2 jornalistas indonésios no Iraque

Dois jornalistas indonésios foram seqüestrados por miliantes iraquianos na cidade de Ramadi, centro da região conhecida como Triângulo Sunita no Iraque.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores da Indonésia, homens armados abordaram o carro em que eles viajavam na terça-feira.

O proprietário do veículo alugado pelos repórteres, que trabalham para a Metro TV da Indonésia, comunicou o incidente às autoridades.

A notícia foi divulgada dois dias após o aparecimento de um vídeo de uma jornalista italiana mantida refém pedindo ajuda para ser libertada.

"O motorista e os dois jornalistas foram levados para uma localidade desconhecida", disse um porta-voz da chancelaria indonésia.

"Não vou ainda usar, entretanto, a palavra seqüestro", acrescentou.

Ramadi, a cerca de 110 km de Bagá, é um local de conflitos freqüentes entre os militantes e as forças militares dos Estados Unidos e do governo iraquiano.

Indonésia

A guerra no Iraque é altamente impopular na Indonésia, país que tem a maior população muçulmana do mundo.

Duas mulheres indonésias foram seqüestradas no Iraque no ano passado, mas acabaram libertadas quando os militantes descobriram que elas eram muçulmanas.

A jornalista italiana Giuliana Sgrena, que trabalha para o diário Il Manifesto, foi levada por seqüestradores em Bagdá no início do mês.

Na fita de vídeo divulgada, ela pede a retirada das tropas dos Estados Unidos e faz um apelo pessoal para que seu marido a salve.

"Ninguém deve vir ao Iraque neste momento. Nem mesmo jornalistas, ninguém", declarou ela na fita.

Organizações que monitoram a segurança para a atividade jornalística afirmam que o Iraque é atualmente o local mais perigoso do mundo para correspondentes.

Mais de 40 jornalistas e outros funcionários de empresas de comunicação, a maioria deles iraquianos, morreram no Iraque em 2004.