16 de fevereiro, 2005 - 20h11 GMT (18h11 Brasília)
O governo do Líbano decidiu que vai pedir ajuda de peritos estrangeiros para investigar o ataque com um carro-bomba que causou a morte do ex-primeiro-ministro Rafik Hariri e outras 14 pessoas.
Os promotores que vão investigar o caso anunciaram que especialistas suíços em explosivos e DNA vão ser procurados para auxiliar a investigação.
Logo após o atentado, na segunda-feira, o governo libanês rejeitou uma proposta francesa para que ajuda internacional fosse utilizada para investigar o atentado.
O anúncio foi feito no dia em que Hariri foi enterrado, em Beirute, em meio a cenas de caos.
Grande perda
Milhares de pessoas convergiram para a mesquita para onde foi levado o corpo do ex-premiê para prestar suas últimas homenagens.
O presidente da França, Jacques Chirac, que manteve uma longa relação de amizade com Hariri, viajou à capital libanesa para comparecer ao funeral.
Ele disse que a morte de Hariri “foi uma grande perda para o Líbano e para o mundo”.
O vice-presidente da Síria, Abdul-Halim Khaddam, outro amigo do ex-premiê libanês, também compareceu ao velório, apesar de a família do morto ter alertado contra a presença de autoridades sírias e libanesas.
Outros dignatários presentes incluem o secretário-assistente de Estado americano, William Burns, o secretário-geral da Liga Árabe, Amr Moussa, e o chefe da política externa da União Européia, Javier Solana.
Quando o cadáver de Hariri chegou à mesquita, várias pessoas tentaram tocar no caixão, levando o filho mais velho do ex-premiê, Bahaa, a fazer um apelo por calma.
“Não queremos que seus últimos minutos sejam assim”, disse ele ao microfone. “Afastem-se do cadáver.”