16 de fevereiro, 2005 - 00h12 GMT (22h12 Brasília)
O novo número dois do Departamento de Estado americano, Robert Zoellick, fez nesta terça-feira um alerta a respeito do que considera ser um “aumento do autoritarismo” na América Latina.
Zoellick fez a declaração durante a audiência de sua confirmação no cargo no Senado americano.
Ele fez referência especialmente ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmando estar “muito preocupado” com a situação naquele país.
“Chávez tem feito algumas coisas terríveis”, disse Zoellick, respondendo a perguntas dos senadores americanos a respeito da situação na América Latina.
Davi e Golias
Zoellick disse que Chávez “se alimenta do confronto” com os Estados Unidos e procura apresentar a relação dos dois países como a que havia entre “Davi e Golias”.
Mas o diplomata que será o auxiliar imediato da secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, também se disse preocupado com a situação em outros países latino-americanos.
Segundo ele, em vários países da região está surgindo um novo tipo de autoritarismo que se manifesta de acordo com padrões reconhecíveis.
“Você vence a eleição, mas se livra de seus oponentes, se livra da imprensa, se livra do Estado de direito, congestiona os tribunais”, disse Zoellick aos senadores, explicando como, em sua opinião, se manifesta a nova tendência autoritária latino-americana.
Ele disse que os Estados Unidos devem denunciar estes casos, quando ocorrem, e se identificar com os marginalizados do subcontinente.
“Somos uma sociedade que desafia o status quo, somos a favor da abertura e de mudanças”, disse o diplomata, de acordo com a agência de notícias Associated Press.
Robert Zoellick foi indicado por George W. Bush para ser o número dois da diplomacia americana após ter ocupado o cargo de representante do comércio no primeiro mandato do presidente americano.