15 de fevereiro, 2005 - 11h17 GMT (09h17 Brasília)
O gabinete de governo do Japão aprovou um projeto de lei que prevê que as forças armadas do país possam derrubar mísseis considerados hostis sem ter que pedir autorização para isso.
A proposta deve seguir agora para a votação no Parlamento do país, que atualmente precisa dar autorização para que o contra-ataque seja feito.
O chefe de gabinete japonês, Hiroyuki Hosoda, disse que a ordem de derrubar mísseis só poderia ser dada no caso de o Japão estar sob ataque.
“Ultimamente, mais países passaram a ter mísseis. Nós precisaríamos lidar com a situação imediatamente caso um míssil fosse lançado contra o Japão”, disse ele.
Coréia do Norte
O Japão está revendo sua política para a área da defesa e, em dezembro, amenizou as restrições impostas à exportação de armas, de forma a permitir uma maior colaboração com os Estados Unidos em mecanismos antimísseis.
Em 1998, a Coréia do Norte lançou um míssil sobre parte do território japonês, o que chocou membros do governo e a população.
As autoridades norte-coreanas dizem que têm armas nucleares e decidiram abandonar as negociações multilaterais, que envolvem China, Japão, Coréia do Sul e Estados Unidos, sobre o assunto.
Em sua constituição, adotada depois da Segunda Guerra Mundial, o Japão promete nunca mais atacar outras nações, mas analistas acreditam que o pacifismo do país pode estar em risco.