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14 de fevereiro, 2005 - 09h46 GMT (07h46 Brasília)

EUA saúdam resultado de eleições no Iraque

Os Estados Unidos e a Grã-Bretanha saudaram os resultados das eleições no Iraque, que mostraram que a aliança dominada pelos xiitas ganhou quase a metade dos votos.

O presidente americano, George W. Bush, disse que "os Estados Unidos e os parceiros da coalizão (que invadiu o Iraque) deveriam se sentir orgulhosos por terem tornado possível esse grande dia".

O ministro das Relações Exteriores da Grã-Bretanha, Jack Straw, disse que o Iraque deu mais um passo importante em direção a um futuro democrático.

A Turquia, porém, foi crítica e disse que as eleições não tiveram representação justa de todos os grupos étnicos.

Favorito

Os líderes políticos xiitas da Aliança Iraquiana Unida querem escolher o novo primeiro-ministro.

O correspondente da BBC em Bagdá, Jon Leyne, disse que o favorito da Aliança é o ministro interino das Finanças, Adel Abdul-Mahdi.

"O Iraque está sangrando e precisamos que todo mundo a essa altura trabalhe por solidariedade e unidade", disse ele à TV Al-Arabiya.

A Aliança não terá maioria no Parlamento sem fazer alianças. Os grupos curdos, que ficaram em segundo lugar nas eleições, são vistos como candidatos potenciais.

Os curdos, que ganharam quase 25% dos votos, querem que seu líder, Jalal Talabani, seja nomeado presidente.

Acordos

O novo Parlamento terá a tarefa de escrever uma nova Constituição para o Iraque e o bloco xiita não tem a maioria de dois terços necessária para essa tarefa.

Segundo Jon Leyne, muitos acordos devem ser feitos na próximas semanas.

Segundo os dados divulgados pela Comissão Eleitoral iraquiana, 58% dos eleitores registrados votaram nas eleições de 30 de janeiro.

A Aliança Iraquiana Unida, formada por mais de 20 partidos xiitas, obteve 48% dos votos.

O grupo secular liderado pelo primeiro-ministro iraquiano, Ayad Allawi, recebeu 14% dos votos e os grupos curdos, 26%.

Os resultados ainda são "provisórios", pois os partidos têm três dias de prazo para apelar.