12 de fevereiro, 2005 - 19h27 GMT (17h27 Brasília)
Autoridades no Paquistão disseram que 278 pessoas morreram nas inundações provocadas por tempestades de chuva e nevascas, que já castigam o país há duas semanas.
A maioria das vítimas - 135 - morreu em conseqüência do rompimento de uma represa no sul da província do Baluchistão. Mais de 30 mil pessoas ficaram desabrigadas.
O presidente do Paquistão Pervez Musharraf visitou a região neste sábado e prometeu assistência financeira às pessoas que perderam seus parentes ou suas casas.
Dezenas de pessoas morreram ao redor do país em avalanches e deslizamentos de terra.
Entre elas estão 30 pessoas que morreram num vale na parte da Caxemira administrada pelo Paquistão, quando suas casas foram soterradas por uma avalanche.
Na fronteira com o Afeganistão, teme-se que 30 soldados tenham morrido num deslizamento de terra.
Eles não fazem contato com sua base desde quinta-feira.
Infra-estrutura destruída
De acordo com autoridades da província do Baluchistão, pelo menos cinco vilarejos foram inundados quando chuvas fortes provocaram o estouro da represa de Shakidor, perto da cidade litorânea de Pasni, a 650 quilômetros da capital da província, Quetta.
Cerca de três mil integrantes do Exército, Marinha, da Guarda Costeira e de organizações de ajuda de emergência foram deslocados para a região devido a temores de que o número de mortos possa aumentar consideravelmente.
"Até o momento, o Exército, a Marinha, a guarda costeira retiraram 135 corpos das águas nos distritos de Pasni, Turbat e Awaran", disse Mohammed Ilyas, integrante da unidade de controle e gerência de crises de Quetta.
Ele disse que cerca de 500 pessoas continuam desaparecidas e muitas resolveram se abrigar nas montanhas nos arredores de Pasni.
Musharraf sobrevoou a região atingida pelo rompimento da barragem para ver os efeitos da inundação: pontes caídas, estradas rachadas e casas em ruínas.
O presidente paquistanês prometeu compensação para as vítimas, além de garantir a reconstrução da infra-estrutura destruída.
Ele disse que o número de mortos é menor do que as primeiras estimativas, mas que a destruição de propriedades é muito pior.
Mais chuva pela frente
Na maior parte das regiões afetadas, as estradas estão inundadas e, portanto, não podem ser utilizadas. Aos poucos, mais ajuda, comida, remédios e tendas estão chegando a esses locais.
Mais de mil vítimas tiveram de ser retiradas das áreas por helicóptero. Mas ainda há muitas pessoas sobre os telhados das casas à espera de socorro.
Nas últimas duas semanas, o Paquistão foi atingido por uma série de chuvas fortes e nevascas, que, segundo meteorologistas, têm sido as piores dos últimos sete anos.
A chuva incessante deve durar, pelo menos, mais dois dias, segundo previsões meteorológicas.