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11 de fevereiro, 2005 - 20h12 GMT (18h12 Brasília)

Rússia defende venda de armas para Venezuela

O governo russo rejeitou nesta sexta-feira as críticas que os Estados Unidos fizeram à venda de armas para a Venezuela.

Segundo o Departamento de Estado americano, as armas poderiam acabar nas mãos dos rebeldes colombianos e ter um "efeito desestabilizador" na região.

O ministério das Relações Exteriores da Rússia disse que as objeções americanas não têm fundamento, afirmando que o acordo com a Venezuela não viola as leis internacionais.

O acordo inclui a venda de 100 mil rifles automáticos AK-47 e helicópteros destinados às forças armadas venezuelanas.

A Venezuela também estaria avaliando a possibilidade de adquirir caças MIG-29.

Comentários 'absurdos'

Os Estados Unidos acusaram a Venezuela de estar iniciando uma corrida armamentista.

O embaixador da Venezuela em Moscou, Carlos Mendoza, classificou esses comentários como "absurdos", dizendo que a compra de armas era necessária para substituir equipamentos obsoletos do país.

"A diversificação do equipamento militar é parte da nossa política", disse Mendoza. "Devo ressaltar o excelente funcionamento dos helicópteros russos no Peru, no México e na Colômbia."

"A Rússia, assim como qualquer outro país, tem o direito de desenvolver uma cooperação técnico-militar com qualquer país que não esteja sob sanções da ONU ou outras organizações internacionais", disse um funcionário do setor de defesa russo à agência de notícias russa Interfax.

"Pelo que sabemos, a Venezuela não está em estado de guerra com nenhum outro país da América Latina."

Em janeiro, Colômbia e Venezuela passaram por uma crise diplomática que começou com a prisão de um líder das Farc em território venezuelano. Depois de pressões da Venezuela, o governo colombiano admitiu ter pago a caçadores uma recompensa pela captura do líder.

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, deve se encontrar na próxima terça-feira com o presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, para resolver o problema.