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10 de fevereiro, 2005 - 19h29 GMT (17h29 Brasília)

Tiroteio mata oito e fere mais de 60 no Iraque

Pelo menos oito policiais iraquianos morreram e mais de 60 ficaram feridos nesta quinta-feira em um ataque de rebeldes a uma delegacia no sul da capital do Iraque, Bagdá, disseram fontes de um hospital.

Este foi mais um entre vários incidentes violentos ocorridos nesta quinta-feira.

Durante o cerco, perto da cidade de Salman Pak, cerca de 65 quilômetros de Bagdá, houve um tiroteio que durou mais de duas horas, segundo a polícia.

A polícia iraquiana afirmou que os choques começaram quando um comboio que procurava insurgentes que detonaram um carro-bomba caiu em uma emboscada, sofrendo ataque de morteiros.

Dois carros-bomba também explodiram nesta quinta-feira em Bagdá, deixando pelo menos três mortos.

Caminhões queimados

A polícia iraquiana disse ainda que encontrou os corpos de mais de 20 caminhoneiros em seus veículos incendiados no sul de Bagdá.

Acredita-se que os caminhões carregavam açúcar e foram atacados há pelo menos dois dias.

O governo do Iraque anunciou ainda que as fronteiras do país serão fechadas novamente na semana que vem, de 17 a 22 de fevereiro, para coincidir com um importante festival xiita conhecido como Ashura.

No ano passado, cerca de 180 pessoas morreram em atentados a bomba suicidas durante o Ashura em Bagdá e Karbala.

Recontagem

A violência eclode num momento em que começa a recontagem de votos de cerca de 300 urnas das eleições históricas no país.

Com isso, ainda levará vários dias para a divulgação dos resultados do pleito, que estavam programados inicialmente para esta quinta-feira.

Resultados parciais sugerem que a lista da Aliança Iraquiana Unida, xiita, está na liderança, com a coalizão dos partidos curdos em segundo lugar.

O líder curdo, Jalal Talabani, disse à BBC que espera uma dura batalha sobre a Constituição que deve ser formulada pelo Parlamento iraquiano.

Acredita-se no Iraque que Talabani tenha boa chance de se tornar o próximo presidente do país.

Ele disse que é provável que existam grandes divergências em torno das relações entre religão e Estado.