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09 de fevereiro, 2005 - 17h42 GMT (15h42 Brasília)

Aumentam para 43 feridos em explosão em Madri

Aumentou para 43 o número de feridos na explosão de um carro-bomba perto de um centro de convenções na capital espanhola, Madri, poucas horas antes de uma visita do rei Juan Carlos e a rainha Sofia ao local.

A polícia espanhola disse que o jornal basco Gara recebeu um telefonema em que um suposto militante do grupo separatista basco, ETA, alertou que planejava detonar uma bomba na cidade.

O primeiro-ministro da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero condenou o ataque, dizendo que não há lugar para "os terroristas do ETA e seus simpatizantes" na sociedade civil ou na política.

"Bombas só vão levá-los à prisão", afirmou Zapatero, que está visitando a Polônia.

O ministro do Interior da Espanha, José Antonio Alonso, disse que a polícia e peritos em explosivos foram contatados depois do telefonema de alerta, mas as informações fornecidas não foram precisas o suficiente para ajudar na localização da bomba antes da explosão.

Os ferimentos foram causados principalmente por fragmentos de vidro das janelas de prédios nas imediações do carro-bomba.

Segundo Alonso, peritos em explosivos estimam que o carro-bomba continha de 20 a 30 kg de explosivos.

Embora acredite-se que o ETA esteja enfraquecido depois que mais de 200 supostos integrantes foram presos nos últimos dois anos, Alonso admitiu que o grupo ainda é capaz de realizar ataques.

O ataque aconteceu no mesmo dia em que uma operação policial em três regiões da Espanha, entre elas o País Basco, resultou na prisão de 14 supostos membros do grupo separatista.

Na semana passada, o Parlamento da Espanha rejeitou um plano para dar ainda mais autonomia para o País Basco.

Alguns deputados separatistas bascos na assembléia regional apoiaram o plano, que foi apresentado pelo premiê regional basco, Juan José Ibarretxe.

O ETA foi responsabilizado por mais de 800 mortes desde a década de 60 em sua campanha por um País Basco independente.