09 de fevereiro, 2005 - 11h16 GMT (09h16 Brasília)
Os grupos palestinos militantes Hamas e Jihad Islâmico disseram que não estão ligados ao acordo de cessar-fogo acertado, no Egito, entre os líderes israelense, Ariel Sharon, e palestino, Mahmoud Abbas.
As duas organizações foram responsáveis pelos ataques a Israel nos últimos quatro anos, mas têm observado uma trégua.
O Hamas afirmou que deveria ter sido consultado antes de qualquer anúncio.
"Nós concordamos com Mahmoud Abbas que qualquer trégua a ser acertada deveria ser o resultado de um diálogo entre os palestinos", disse o representante do Hamas, Osama Hamdan, à agência de notícias Associated Press.
"Consideramos que não há trégua e não há acordo para parar a resistência."
O porta-voz do Jihad Islâmico, Mohammed al-Hindi, disse que o evento no Egito "não trouxe nada de novo".
'Completo'
O ministro das Relações Exteriores palestino, Nabil Shaath, disse, no entanto, que o cessar-fogo seria "completo e abrangente".
Espera-se que, em breve, Israel liberte centenas de prisioneiros palestinos e ceda o controle de algumas cidades na Cisjordânia.
Há informações de que famílias poderão visitar prisioneiros palestinos em prisões israelenses e de centenas de trabalhadores palestinos também poderão voltar a Israel.
Abbas fez questão de dizer que considera a trégua acertada no Egito um passo adiante no chamado "mapa da paz", o plano assinado em 2003 que prevê etapas progressivas dos dois lados até o estabelecimento, a longo prazo, de um Estado palestino e outro israelense.