08 de fevereiro, 2005 - 11h28 GMT (09h28 Brasília)
A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, vai fazer seu primeiro discurso importante sobre política externa em Paris, nesta terça-feira.
Antecipa-se que ela vá dizer que os Estados Unidos querem restaurar uma ligação com a França, que foi abalada pelo conflito contra o Iraque.
O país europeu é a parada mais recente de Rice, seguindo uma agenda cheia que a levou para o Oriente Médio no fim de semana.
Os Estados Unidos disseram que ela escolheu Paris porque a cidade é um centro de debates.
Debate
"Ela sentiu que Paris é um dos lugares onde existe muita discussão sobre os Estados Unidos, sobre a Europa, sobre objetivos comuns", disse o porta-voz do departamento de Estado, Richard Boucher.
"Ela quer fazer parte dessa discussão e apresentar suas idéias", afirmou.
A correspondente da BBC em Paris, Caroline Wyatt, disse que Rice deve desenvolver uma política mais multilateral.
A França está falando sobre um novo começo para suas relações com os Estados Unidos, tocando em questões como valores comuns e longa cooperação com os americanos.
Em uma entrevista ao jornal francês Libération, o ministro do Exterior da França, Michel Barnier, disse que a visita de Rice é um sinal de que os Estados Unidos estão prontos para fortalecer o diálogo transatlântico.
Ele reconheceu ter havido um desentendimento claro sobre o Iraque, mas disse que deveria haver "uma nova disposição" nos dois lados.
A questão, segundo ele, não é o que a França e os Estados Unidos podem oferecer um pelo outro, mas o que ambos podem fazer juntos para resolver os principais desafios globais.
Rice chegará a Paris vinda de Roma, onde se encontra de manhã com o ministro do Exterior italiano, Gianfranco Fini, e com o secretário de Estado do Vaticano, Angelo Sodano.
Em Paris, ela fará um discurso de 45 minutos na Fundação Nacional para Políticas Sociais e depois responde a perguntas da platéia.
Mais tarde, ela deve se encontrar com o presidente Jacques Chirac.
A sua viagem a oito países tem como objetivo preparar o caminho para uma viagem que o presidente americano, George W. Bush, fará à Europa no fim de fevereiro.