07 de fevereiro, 2005 - 18h49 GMT (16h49 Brasília)
A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, afirmou nesta segunda-feira que o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, e o líder palestino, Mahmoud Abbas, aceitaram reunir-se em Washington para discutir o processo de paz no Oriente Médio.
O encontro, que deve acontecer “nas próximas semanas”, foi anunciado por Condoleezza Rice no aeroporto de Tel Aviv pouco antes de ela encerrar a sua viagem pelo Oriente Médio.
A secretária afirmou que os Estados Unidos vão ter participação ativa no processo, mas salientou que tanto israelenses como palestinos vão ter que cumprir a sua parte.
Rice nomeou o general William Ward, ex-comandante das forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na Bósnia, como o novo coordenador americano para segurança no Oriente Médio e também prometeu liberar US$ 40 milhões (R$ 104,5 milhões) nos próximos 90 dias para a Autoridade Nacional Palestina (ANP).
Rice também se encontrou nesta segunda-feira com o novo presidente da ANP, Mahmoud Abbas, na Cisjordânia.
Rice prometeu ainda enviar monitores americanos para fiscalizar um eventual cessar-fogo entre Israel e grupos militantes palestinos.
Medidas
Por sua vez, Abbas disse que o governo de Israel deve adotar medidas que viabilizem o processo de paz na região.
Ele disse que espera que seu encontro com Sharon, na quinta-feira em Sharm el-Sheikh, no Egito, ajude a avançar o processo.
O encontro de Sharm el-Sheikh, que não vai contar com a participação dos Estados Unidos, vai representar as negociações de mais alto nível entre israelenses e palestinos desde o começo da atual Intifada, em 2000.
No domingo, Rice teve um encontro de uma hora e meia com Sharon em Jerusalém.
Ela elogiou a disposição de ambas as partes de negociar, mas disse que estava na hora de fazer as ações seguirem o mesmo caminho da oratória.
“Esta é uma época de esperança”, disse Rice.
“Mas esta também é uma época de grande responsabilidade para todos nós, para garantir que agiremos de acordo com as nossas palavras.”
Ela admitiu que Israel tem “escolhas dolorosas” para fazer, como a retirada da Faixa de Gaza, mas reafirmou o apoio dos Estados Unidos à fórmula dos “dois Estados vivendo lado a lado e em paz”.