05 de fevereiro, 2005 - 17h34 GMT (15h34 Brasília)
O ministro da Fazenda britânco, Gordon Brown, disse, neste sábado, que os ministros das Finanças dos países membros do G-7 (grupo dos países mais industrializados) desejam cancelar até a totalidade da dívida dos países mais pobres.
Ele disse, no segundo e último dia de encontro do G-7 em Londres, que o mundo pode ter esperanças reais de que o cancelamento aconteça
Organizações como o Banco Mundial devem agora avaliar a melhor maneira de viabilizar o cancelamento da dívida de até 37 dos países mais individados do mundo, a maioria deles africanos.
“Desejamos acabar com ate 100% da dívida dos países mais individados”, disse Brown após o encontro .
Doações
"Estamos ouvindo as vozes dos mais pobres e mostrando que nenhuma injustiça pode durar para sempre", disse ele.
O subsecretário do Tesouro americano, John Taylor, disse, no entanto, que o plano “não se adequa ao orçamento” dos Estados Unidos.
Taylor disse que os Estados Unidos estariam, por outro lado, aumentando a quantia doada anualmente à África.
A secretária britânica para Desenvolvimento Internacional, Hilary Benn, disse que uma solução para o assunto deve ser encontrada até 2006, com ou sem a participação dos Estados Unidos.
A reunião do G-7 tem como convidados neste ano ministros da Fazenda do Brasil, China, Índia, Rússia e África do Sul.
Brown propõe ainda oferecer ajuda de aproximadamente US$ 10 bilhões (cerca de US$ 26 milhões) por ano durante mais de uma década.
Plano Marshall
O Reino Unido fez da diminuição da pobreza mundial um tema central para o ano em que ocupa a presidência do G-8, que reúne os países do G-7 e a Rússia.
Num jantar na sexta-feira à noite, o ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, apoiou o plano de Brown.
Para viabilizar o projeto, o ministro fala sobre a criação de uma agência financiadora internacional, que ajudaria na criação de um plano Marshall para o mundo em desenvolvimento.
Plano Marshall foi o nome dado ao esquema de ajuda americana aos países destruídos pela Segunda Guerra Mundial