04 de fevereiro, 2005 - 14h01 GMT (12h01 Brasília)
O subsecretário de Defesa dos Estados Unidos, Paul Wolfowitz, anunciou que o país deve retirar 15 mil soldados do Iraque a partir do mês que vem.
Ele disse no Senado americano que tratam-se dos militares cujo prazo de serviço no Iraque foi ampliado no mês passado para reforçar a segurança das eleições, ocorridas no dia 30 de janeiro.
Wolfowitz disse ainda que o Iraque tem “um caminho muito difícil pela frente” e que os Estados Unidos vão manter 135 mil soldados no país neste ano.
Analistas dizem que o alto comparecimento às urnas na eleição de domingo, acompanhado de um nível de violência limitado, pode ter motivado a decisão.
Erros
Nesta sexta-feira, o comando militar americano divulgou que dois fuzileiros navais foram mortos na província de al-Anbar.
Wolfowitz reiterou durante seu depoimento que o governo do presidente George W. Bush não vai estabelecer um cronograma para a retirada de suas tropas do Iraque.
“Eu acho que vamos conseguir chegar ao nível que haviamos projetado antes da eleição”, disse ele.
Segundo o subsecretário, as forças americanas estão treinando seus colegas iraquianos, mas estes se depararam com “incontáveis desafios e sofreram numerosos revéses”. Por isso, muito trabalho “claramente precisa ser feito”.
“O que não queremos é entregar prematuramente uma área e daí criar um lugar onde o inimigo pode se organizar e operar”, disse Wolfowitz.
“Acho que pode ser visto que nos últimos anos foram cometidos alguns erros deste tipo. Não queremos repeti-los.”