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04 de fevereiro, 2005 - 08h49 GMT (06h49 Brasília)

Condoleezza Rice diz que o Irã 'sabe o que precisa fazer'

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, disse não ver necessidade dos Estados Unidos se envolverem nos esforços europeus para persuadir o Irã a desistir de seu programa nuclear.

A declaração foi feita antes de sua chegada a Londres, onde ela inicia, nesta sexta-feira, um giro pela Europa e Oriente Médio.

Autoridades européias pediram reiteradamente ao governo americano cooperação mais intensa na área diplomática ao lidar com o caso iraniano, mas Rice disse que o governo do Irã sabe o que precisa fazer.

"Não é a falta de envolvimento de ninguém o que está impedindo os iranianos de saberem o que precisam fazer", disse ela.

"Eles precisam cumprir suas obrigações, eles precisam concordar com inspeções, eles precisam parar de tentar esconder atividades sob o manto de uso civil de energia nuclear."

O Irã insiste que seu programa nuclear tem objetivos puramente pacíficos, mas os Estados Unidos dizem que o governo iraniano quer desenvolver armas nucleares.

Urânio

Em novembro passado, o governo do Irã prometeu a França, Alemanha e Grã-Bretanha que evitaria enriquecimento de urânio e reprocessamento de plutônio enquanto as conversações estivessem em andamento.

Mas o governo americano quer que os europeus assumam uma postura mais dura ao tentar fazer com que o Irã desista totalmente de seu programa.

Rice também criticou o desempenho do Irã em questões de direitos humanos.

"O comportamento do regime iraniano em relação aos direitos humanos e seu comportamento para com sua própria população é algo a ser detestado", disse ela.

"Eu acho que ninguém acredita que mulás não-eleitos que conduzem aquele regime são uma coisa boa para o povo iraniano e para a região", acrescentou a secretária de Estado americana.

Visita

Rice se reúne nesta sexta-feira com o primeiro-ministro britânico, Tony Blair.

A parte européia da viagem de Rice é vista como uma oportunidade para os Estados Unidos melhorarem suas relações com alguns países europeus que se opuseram à guerra contra o Iraque - especialmente Alemanha e França.