25 de janeiro, 2005 - 19h13 GMT (17h13 Brasília)
O primeiro-ministro palestino, Ahmed Korei, acusou o governo de Israel de enviar "uma péssima mensagem" ao retomar a construção de uma barreira perto do assentamento judaico de Ariel, na Cisjordânia.
"Nós estamos nos esforçando 100% para conseguir um cessar-fogo com os grupos militantes, mas Israel está nos enviando uma péssima mensagem ao trabalhar no muro e o mundo deve prestar atenção a isso", disse Korei.
"Israel está continuando suas atividades de assentamento e construção do muro em Ariel e confiscando propriedades (palestinas) em Jerusalém Oriental", criticou Korei.
O primeiro-ministro palestino se referiu também a uma proposta em discussão em Israel com o objetivo de voltar a implementar uma lei que confiscaria terras em inatividade de milhares de palestinos em Jerusalém Oriental.
A cerca perto de Ariel não faz parte da principal barreira que Israel vem construindo para impedir a entrada de militantes armados palestinos em seu território.
Traçado polêmico
Muitos acreditam, porém, que o trecho será depois conectado ao restante da barreira que é motivo de polêmica – os palestinos acusam o governo israelense de tentar roubar suas terras e determinar futuras fronteiras com o traçado da muralha.
O trecho nas proximidades de Ariel é motivo de controvérsias porque está bem dentro dos territórios palestinos ocupados, distante cerca de 20 km das fronteiras da guerra de 1967 reconhecidas internacionalmente.
Um tribunal israelense havia determinado a suspensão da construção da cerca no local há quatro meses, mas o procurador-geral de Israel, Menachem Mazuz, aprovou a retomada dos trabalhos na segunda-feira.
Cerca de 300 palestinos de vilarejos das proximidades e ativistas estrangeiros se chocaram com a polícia nas proximidades das obras retomada perto de Ariel, informou a agência de notícias France Presse.