25 de janeiro, 2005 - 08h18 GMT (06h18 Brasília)
O governo americano deverá pedir ao Congresso um montante adicional de US$ 80 bilhões para operações militares no Iraque e Afeganistão.
Fontes do Congresso americano disseram que funcionários da Casa Branca vão anunciar o pedido nesta terça-feira.
Se aprovada, a medida vai elevar o total fornecido para operações contra o terrorismo para mais de US$ 280 bilhões desde os ataques de 11 de setembro de 2001 aos Estados Unidos.
O Congresso americano já aprovou US$ 25 bilhões em fundos de emergência para este ano fiscal.
Em anos anteriores, US$ 120 bilhões foram disponibilizados para o Iraque e US$ 60 bilhões para o Afeganistão.
As informações vieram num momento em que o Exército dos Estados Unidos disse estar prlanejando manter pelo menos 120 mil soldados no Iraque pelos próximos dois anos, como parte de uma força de 150 mil militares.
Prioridades
O pedido de mais recursos também dá uma idéia das outras prioridades do presidente George W. Bush na área de política externa.
Montantes significativos provavelmente serão alocados para a assistência aos novos governos palestino e ucraniano, assim como US$ 650 milhões para ajuda aos países asiáticos atingidos pelos tsunamis em dezembro.
O correspondente da BBC em Washington, Justin Webb, disse que o montante representa um aumento maciço em relação ao prometido originalmente, mas ainda é menor do que o custo da construção de um novo prédio para a embaixada americana na capital iraquiana, Bagdá.
A Casa Branca não pretendia revelar detalhes do pacote até depois da liberação do orçamento federal, no dia 7 de fevereiro.
Mas ela decidiu fazer isso depois que representantes do Congresso disseram que reter os custos do orçamento deixará a administração Bush aberta a críticas.
Democratas acusaram o presidente de excluir os custos ligados ao Iraque de orçamentos prévios para para cumprir suas metas de reduzir seu déficit, uma acusação que a administração nega.
Os Estados Unidos estão com um déficit orçamentário próximo a US$ 500 bilhões no ano.