25 de janeiro, 2005 - 19h43 GMT (17h43 Brasília)
Os últimos quatro prisioneiros britânicos mantidos pelos Estados Unidos na base militar de Guantánamo, em Cuba, foram transferidos à Grã-Bretanha nesta terça-feira.
Eles estavam detidos sem julgamento por quase três anos, após terem sido capturados no Afeganistão, acusados de possuir ligações com a rede Al-Qaeda, de Osama Bin Laden.
Moazzam Begg, Martin Mubanga, Richard Belmar e Feroz Abbasi voaram em um avião da Força Aérea britânica e pousaram em uma base militar a oeste de Londres.
Ao desembarcar, foram levados para uma delegacia de polícia no centro da capital.
Interrogatório
Um porta-voz da Scotlad Yard (a polícia britânica) disse que eles foram presos de acordo com uma lei antiterrorismo de 2000, que prevê a detenção de pessoas envolvidas no planejamento de atos considerados terroristas pelas autoridades britânicas.
Os acusados serão submetidos a exames médicos e depois devem ser interrogados.
Os ex-detentos de Guantánamo terão direito a um telefonema, acesso a um advogado e, "devido às circunstâncias", segundo um porta-voz da polícia, poderão receber a visita de um familiar.
O Pentágono disse ter decidido libertá-los após um pedido do governo britânico, principal aliado de Washington nas ofensivas militares no Afeganistão e no Iraque.
Outros cinco prisioneiros britânicos de Guantánamo foram transferidos no ano passado e soltos depois de um breve interrogatório na Grã-Bretanha.
Líderes da comunidade muçulmana britânica afirmam que o governo indicou que libertará os quatro acusados, a menos que eles admitam ter cometido crimes.