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24 de janeiro, 2005 - 00h31 GMT (22h31 Brasília)

EUA vão enviar 'robôs-soldados' ao Iraque

Os militares americanos planejam utilizar robôs armados de metralhadoras na luta contra insurgentes no Iraque.

Dezoito robôs de um metro de altura, equipados com câmeras e operados por controle remoto, serão enviados ao Iraque entre os meses de março e maio, segundo informações da agência de notícias Associated Press.

A máquina é baseada em um robô usado pelos militares para desativar bombas.

Autoridades dizem que o 'robô-soldado' é rápido, preciso e capaz de procurar e atacar o inimigo, e representa um risco relativamente pequeno aos soldados americanos.

Ao contrário dos soldados, o robô não requer alimentos, roupas, treinamento, motivação ou pensão.

E se não é necessário numa guerra, pode ser encostado em um depósito.

O robô, entretanto, depende do seu operador humano, um soldado que estará à distância estudando as imagens captadas por suas câmeras e acionando os comandos de abrir fogo.

De acordo com Bob Quinn, diretor da Foster-Miller, empresa americana que trabalhou com os militares no desenvolvimento do robô, a única diferença para o soldado é que "a arma não vai estar pendurada no ombro dele, mas à meia milha (cerca de 750m) de distância".

O 'robô-soldado' foi batizado de Swords, um acrônimo de Special Weapons Observation Reconnaissance Detection Systems (Sistemas de Observação Reconhecimento e Detecção para Armas Especiais).

Um oficial do exército americano que ajudou a testar o robô disse que ele é capaz de dar tiros mais precisos do que um soldado porque a arma é sustentada por uma base estável e a mira é feita eletronicamente.

Segundo Quinn, há planos de modificar a tela de computador, joysticks e teclados por uma unidade de controle remoto semelhante aos controladores de Gameboy, com óculos de realidade virtual.

A Foster-Miller pertence ao Qineti Group, uma joint venture entre o Ministério da Defesa da Grã-Bretanha e a holding americana, Carlyle Group.