19 de janeiro, 2005 - 16h02 GMT (14h02 Brasília)
Uma série de explosões atingiu a capital do Iraque, Bagdá, nesta quarta-feira.
Pelo menos 13 mortes foram confirmadas por diferentes fontes. E segundo o Exército americano o total de mortes é de pelo menos 26.
A situação permanece confusa, mas pelo menos quatro explosões aconteceram a intervalos de 90 minutos na capital iraquiana durante o horário do rush, de manhã.
Aparentemente, os ataques tinham como alvo forças de segurança locais e estrangeiras.
Segurança
As explosões acontecem um dia depois de o Iraque ter anunciado novas medidas para tentar aumentar a segurança para as eleições nacionais, marcadas para o dia 30 de janeiro.
Há relatos de que uma quinta explosão teria matado uma pessoa perto de uma agência bancária na capital.
Um grupo ligado ao suposto líder da Al-Qaeda no Iraque, Abu Musab Al-Zarqawi, assumiu responsabilidade pelos ataques, de acordo com uma declaração em seu site.
O correspondente da BBC em Bagdá David Willis afirma que este é um dos mais violentos dias na capital nas últimas semanas.
As piores previsões de aumento da violência às vésperas das eleições parecem estar se tornando realidade, segundo o correspondente.
Policiais
A pior explosão parece ter acontecido a leste da cidade.
Relatos afirmam que ela aconteceu perto de um hospital e de uma delegacia de polícia.
Militares americanos afirmam que 18 pessoas, incluindo cinco policiais iraquianos, foram mortas.
Uma policial está entre os mortos, de acordo com a agência de notícias AFP.
A série de ataques começou quando uma explosão atingiu a embaixada da Austrália, por volta das 7h (2h em Brasília).
A polícia informou que um motorista suicida explodiu seu carro contra barreiras de areia em frente ao prédio, de acordo com a agência AFP.
Dois iraquianos foram mortos, e dois soldados australianos ficaram levemente feridos, de acordo com militares da Austrália.
O embaixador australiano, Howard Brown, disse acreditar que a explosão tinha como alvo um edifício usado pela segurança australiana, perto da embaixada.
O correspondente da BBC afirma que tropas americanas isolaram a área imediatamente.
A Austrália, um dos aliados mais próximos dos Estados Unidos, foi um dos primeiros países a se juntar à coalizão que invadiu o Iraque.