18 de janeiro, 2005 - 17h40 GMT (15h40 Brasília)
O Irã descartou uma reportagem da mídia americana que diz que comandos dos Estados Unidos estão fazendo operações em território iraniano para identificar alvos de possíveis ataques.
O porta-voz do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Iraque, Ali Aghamohammadi, disse que seria ingênuo acreditar na reportagem, que ele chamou de arma de guerra psicológica.
Antes disso, o ministro da Defesa do Irã, Ali Shamkhani, disse que o Irã tem força militar para impedir ataques.
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, diz que não descarta o uso de força contra o Irã. Washington tem exigido de Teerã que revele mais sobre seu plano nuclear, acusando os iranianos de desenvolver armas nucleares. O Irã insiste que só quer produzir energia elétrica.
Revista
As alegações sobre as operações americanas em território iraniano foram feitas pelo respeitado jornalista investigativo dos EUA Seymour Hersh e publicadas na revista New Yorker.
O Pentágono descreveu a reportagem como algo baseado em boatos, insinuações e teorias conspiratórias, mas não negou categoricamente que tropas americanas tenham estado no Irã.
Ele disse que não é fácil para comandos americanos entrar no Irã.
Suas visões foram repetidas no jornal Teheran Times, que classificou a história como um "blefe ridículo".
O jornal diz que Estados Unidos e Israel sabiam que atacar o Irã seria dar o passo maior do que as pernas e que eles poderiam tropeçar se tentassem.
O jornal alertou que o Irã adquiriu amplo poder militar e está preparado para atacar qualquer invasor com ferro e morte.
O ministro da Defesa disse que o Irã não teme ataques em comentários publicados nesta terça-feira, mas que podem não ser uma resposta ao artigo de Hersh.
"Podemos dizer que produzimos rapidamente equipamento que resultou no maior impedimento", afirmou, sem dar maiores detalhes.