17 de janeiro, 2005 - 22h07 GMT (20h07 Brasília)
Israel realizou nesta segunda-feira ataques aéreos e de artilharia contra alvos do Hizbollah no sul do Líbano.
Caças-bombardeiros de Israel atacaram, segundo alguns relatos, posições do Hezbollah perto da fronteira.
A ofensiva ocorreu depois de um ataque a bomba do grupo islâmico contra uma escavadeira militar israelense na região disputada das fazendas de Shebaa.
Há relatos de que duas libanesas teriam sido feridas no ataque israelense, mas a informação não foi confirmada.
Na semana passada, a ONU pediu a Israel e ao Hizbollah o fim dos enfrentamentos, após ataques dos dois lados terem deixado mortos um soldado israelense, um militante xiita e um observador francês da ONU.
Palestinos
Em um outro episódio, o líder palestino, Mahmoud Abbas, determinou que seus chefes de segurança tomem medidas para evitar ataques de grupos militantes a Israel, segundo Qadura Fares, um membro do gabinete pelestino.
Abbas "deu claras instruções para... que todas as ações de violência, incluindo ataques a Israel, sejam evitadas", disse Qadura Fares.
Depois de uma reunião de gabinete, em Ramallah, na Cisjordânia, o ministro das Comunicações, Azzam Al-Ahmed, disse que a medida tem como objetivo interromper o ciclo de violência.
Ele afirmou ainda que as operações militares israelenses também têm de parar.
Violência
A ordem de Abbas se segue a um pedido, feito no domingo, para que grupos militantes encerrem seus ataques, que, segundo ele, prejudicam interesses nacionais.
De acordo com ele, os ataques dão a Israel um pretexto para não levar adiante as negociações de paz.
Abbas deve visitar Gaza nesta semana, para negociações com grupos militantes sobre um cessar-fogo.
O Hamas, porém, já disse que se reserva o direito de resistir e os ataques a Israel a partir da Faixa de Gaza continuam.
"Enquanto a ocupação e agressão continuarem, será natural que o palestinos se defendam", disse um porta-voz do grupo islâmico, Sami Abu Zuhri, à agência Reuters.
De acordo com a correspondente da BBC Barbara Plett, é provável que as forças de segurança palestinas tentem evitar ataques de foguetes a cidades israelenses, mas não prender or desarmar os militantes.
Israel exige que as milícias sejam desarmadas.