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16 de janeiro, 2005 - 01h27 GMT (23h27 Brasília)

Uribe estaria disposto a resolver crise com Venezuela

O presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, estaria pronto para se encontrar o presidente venezuelano, Hugo Chávez, para acabar com uma briga diplomática entre os dois países, segundo relatos de um assessor.

A Venezuela congelou ligações comerciais e diplomáticas com a Colômbia na sexta-feira, depois que os colombianos contrataram mercenários para capturar um guerrilheiro em território venezuelano.

A Venezuela acuasa a Colômbia de violar a soberania do país.

Um assessor do presidente colombiano disse que ele irá discutir o assunto em um encontro regional.

"O presidente Uribe está disposto a discutir o assunto com o presidente Chávez pessoalmente", disse o assessor Ricardo Galan à agência de notícias Associated Press.

Ele afirmou que Uribe quer que o encontro aconteça em público e na frente de outros presidentes.

A Venezuela diz que as ligações com a Colômbia ficarão congeladas até os colombianos se desculpem pelo seqüestro de Rodrigo Granda, um comandante das Farc, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.

Negócios congelados

O presidente Chávez disse no Parlamento, na sexta-feira, ter dado ordens para que "todos os acordos e negócios com a Colômbia" fossem paralisados.

Ele disse que o projeto de um gasoduto de US$ 200 milhões entre os dois países seria suspenso.

Os dois países concordaram em iniciar os trabalhos para a construção do gasoduto, que serviria de canal de acesso para o transporte de petróleo venezuelano até mercados da Ásia e dos Estados Unidos.

Na quinta-feira, a Venezuela retirou o seu embaixador de Bogotá - gesto que não foi seguido pela Colômbia.

O vice-presidente colombiano, Francisco Santos, disse mais cedo na sexta-feira que as relações com a Venezuela continuavam muito boas.

Ele também defendeu a operação que levou à captura de Granda, que apareceu sob custódia da polícia colombiana em dezembro depois de desaparecer da capital da Venezuela, Caracas.

Inicialmente, a Colômbia negou que tivesse seqüestrado o guerrilheiro, mas depois admitiu ter pago caçadores de recompensa para garantir a captura dele.