13 de janeiro, 2005 - 08h07 GMT (06h07 Brasília)
A China, país que mais consome cigarros no mundo, disse que não vai mais permitir que novas fábricas do produto sejam construídas, inclusive em associações com companhias estrangeiras.
Segundo o jornal China Daily, um representante da Administração Estatal do Monopólio do Tabaco disse que a capacidade de produção de cigarros no país "excedeu a demanda".
O diário afirmou que a proibição atinge diretamente a segunda maior empresa tabagista do mundo, a British American Tobacco (BAT), que no Brasil opera sob o nome de Souza Cruz e tinha planos de estabelecer fábricas na China.
O representante da Administração Estatal do Monopólio do Tabaco disse ainda que os cigarros continuarão a ser considerados como um produto especial e, portanto, o governo continuará tendo o monopólio da sua venda.
A decisão não deve influenciar os negócios aprovados antes de 2005.
De acordo com estimativas, mais de um terço da população adulta chinesa fuma.