11 de janeiro, 2005 - 17h48 GMT (15h48 Brasília)
O premiê interino do Iraque, Ayad Allawi, anunciou que mais de US$ 2 bilhões adicionais do orçamento serão utilizados este ano para reforçar a segurança.
A declaração foi feita no dia em que mais dois ataques rebeldes mataram pelo menos 15 pessoas.
O dinheiro será utilizado no treinamento e na compra de novos equipamentos para a polícia e as Forças Armadas, que têm sido alvo direto da campanha dos insurgentes.
Com os novos recursos, Allawi acredita que o novo Exército iraquiano tenha a capacidade de recrutar e treinar 150 mil soldados (conta atualmente com 60 mil).
Nesta terça-feira, seis policiais morreram e vários outros ficaram feridos no que se acredita ser a explosão de um carro-bomba em frente a uma delegacia na cidade de Tikrit, terra-natal de Saddam Hussein.
No sul de Bagdá, sete iraquianos foram mortos em um ataque em uma estrada. E pelo menos duas pessoas morreram numa explosão na cidade de Samarra.
Violência
A violência é uma grande preocupação das autoridades americanas e iraquianas a poucos dias das eleições-gerais, marcadas para 30 de janeiro.
Os ataques acontecem um dia depois de o subchefe da polícia de Bagdá e seu filho terem sido mortos a tiros em uma emboscada.
"Precisamos equipar a polícia e o exército com armas modernas que vão permitir que eles protejam o país", afirmou Allawi.
Nas últimas semanas, insurgentes têm realizado ataques quase diários às forças de segurança, enquanto líderes sunitas ameaçaram boicotar as eleições, a menos que as tropas americanas se retirem do Iraque.
Em outro incidente, 300 motoristas de caminhão - a maioria de nacionalidade síria - foram detidos por forças americanas no Iraque perto da fronteira com a Síria.
Os Estados Unidos não fizeram comentários, mas já haviam declarado que a Síria não está fazendo o suficiente para dar segurança à sua fronteira com o Iraque.