04 de janeiro, 2005 - 13h27 GMT (11h27 Brasília)
O governador da província de Bagdá, Ali al-Haidari, foi morto a tiros em uma emboscada de beira de estrada na capital do Iraque. Este foi o assassinato de maior impacto no país desde maio.
Homens armados atiraram em no veículo blindado do governador a partir de direções diferentes quando a comitiva em que ele viajava passou pelo norte de Bagdá.
A violência vem crescendo no país em antecipação às eleições planejadas para 30 de janeiro.
Em um incidente separado, pelo menos dez pessoas morreram e cerca de 60 ficaram feridas quando uma bomba explodiu em um posto policial em Bagdá, dizem as autoridades.
Um militante suicida lançou seu carro-pipa cheio de combustível contra o posto perto da chamada Zona Verde - as instalações do governo e complexo diplomático fortemente guardados.
A explosão sacudiu a cidade e causou grande destruição, disse o correspondente da BBC em Bagdá, Jim Muir.
Há notícia de que oito policiais morreram no ataque perto do posto de comando das forças especiais iraquianas.
Ataque
Ali al-Haidari é a autoridade iraquiana mais importante a ser assassinada em Bagdá desde a morte do líder do Conselho de Governo em um ataque suicida em maio do ano passado.
Pelo menos um de seus guarda-costas também morreu no ataque, no distrito de Hurriyah, na margem oeste do rio Tigre.
Al-Haidari tinha escapado de um ataque a bomba em setembro.
A província de Bagdá engloba a capital e a região metropolitana. No mesmo dia e na mesma cidade de Bagdá, um outro ataque a um posto de controle policial deixou pelo menos 10 mortos.
Na segunda-feira, pelo menos 30 pessoas, a maioria soldados e policiais, morreram em ataques no país. Entre os mortos estão também três civis britânicos e um americano, atingidos quando um carro-bomba explodiu perto de um posto de controle no centro de Bagdá.