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28 de dezembro, 2004 - 10h22 GMT (08h22 Brasília)

ONU prepara maior operação humanitária da história

A Organização das Nações Unidas (ONU) está preparando o que espera ser a maior operação de ajuda humanitária da história para lidar com as conseqüências do maremoto na Ásia.

Pelo menos 25 mil pessoas morreram, a maioria vítimas de gigantescas ondas provocadas pelo pior terremoto dos últimos 40 anos.

Milhares estão desaparecidos, milhões estão desabrigados, e há risco de epidemias nas áreas atingidas pela catástrofe.

Pelo menos dez países foram atingidos. Sri Lanka, Indonésia, Índia e Tailândia estão entre os mais afetados.

Vários países prometeram ajuda financeira, de pessoal e suprimentos. A ajuda internacional começa a chegar à região.

Mas a ONU disse que enfrenta um desafio sem precedentes para coordenar a distribuição de ajuda aos sobreviventes.

Centenas de aviões transportando ajuda de emergência devem voar nos próximos dias para a área, segundo o coordenador da ONU Jan Egeland.

Sobreviventes provavelmente têm pouca água potável e estão em condições sanitárias precárias depois que o terremoto de 9 pontos na escala Richter provocou ondas gigantescas (tsunamis) da Malásia à África.

Muitos locais ainda estão inundados, e as comunicações estão prejudicadas. Ainda não foi feito contato com algumas regiões remotas.

Embora este não tenha sido o maior caso de tsunami já registrado, "os efeitos podem ser os mais devastadores porque muito mais gente vivia nas áreas expostas", disse Egeland.

Segundo o representante da ONU, a operação de ajuda provavelmente vai custar "muitos bilhões de dólares".

Indonésia

O vice-presidente da Indonésia, Yusuf Kalla, disse que até 25 mil pessoas podem ter morrido apenas no seu país em decorrência do maremoto que atingiu o sul da Ásia no fim de semana.

O número é cinco vezes maior do que o inicialmente divulgado pelo governo indonésio. "Algumas cidades inteiram entraram em colapso", afirmou Kalla em entrevista à BBC.

As autoridades do Sri Lanka também estão revendo para cima as suas estimativas. O governo já confirmou 12 mil mortes, mas admite que o número final pode chegar a 25 mil.

O Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) calcula que pelo menos um terço das vítimas tenham sido crianças.

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Apenas a nova cifra da Indonésia igualaria o que antes se acreditava ser a soma das vítimas nos dez países atingidos.

A ilha indonésia de Sumatra foi o ponto em terra firme mais próximo do epicentro do tremor, no Oceano Índico.

Se confirmadas as novas estimativas, o total de vítimas da tragédia poderia se aproximar dos 50 mil.