28 de dezembro, 2004 - 07h07 GMT (05h07 Brasília)
O secretário de Estado americano, Colin Powell, fez um apelo para que a população sunita do Iraque participe das eleições de janeiro no país.
O pedido foi feito depois de o principal movimento político que representa a minoria iraquiana, o Partido Islâmico do Iraque, anunciar ter abandonado a disputa.
"Nós estamos encorajando todos os sunitas a integrarem esses esforços, a dizer não ao terrorismo, não aos assassinatos e sim à democracia", afirmou Powell em uma entrevista em Washington.
O secretário americano disse ainda estar pedindo ajuda dos países vizinhos para mobilizar a população sunita.
"Nós também estamos conversando com todos os nossos amigos na região, os países vizinhos que têm influência e contatos com a comunidade sunita, para que eles encorajem líderes sunitas a aparecerem para votar."
Muitos sunitas temem que a violência em suas áreas possa fazer com que eleitores se sintam intimidados demais para votarem no dia 30 de janeiro.
'Governo representativo'
Segundo a agência de notícias Reuters, embora Powell tenha negado que os Estados Unidos tenham planos de criar um mecanismo para assegurar a participação dos sunitas, Powell deu a entender que os líderes iraquianos deveriam tentar incluir sunitas num novo governo, ao sugerir que para ser "representativo e efetivo" a futura administração deverá refletir a mistura étnica do país.
Os eleitores vão escolher 275 membros de uma assembléia nacional, que por sua vez deverá escolher um novo governo para substituir a administração interina indicada pelos Estados Unidos em junho.
Com a saída do Partido Islâmico do Iraque, correspondentes afirmam que um dos únicos políticos importantes que fazem parte da minoria sunita e que ainda vai disputar as eleições é o estadista Adnan Pachachi.
O líder do partido, Mohsen Abdul Hamid, disse que a medida foi motivada pela recusa das autoridades iraquianas em adiar a votação.