27 de dezembro, 2004 - 20h16 GMT (18h16 Brasília)
A polícia israelense prendeu o candidato à Presidência da Autoridade Palestina Mustafa Barghouti, segundo um de seus assessores.
Barghouti foi levado à delegacia central de polícia após fazer campanha na região da Cidade Velha, em Jerusalém, segundo testemunhas.
A prisão ocorreu um dia dpois de o governo de Israel ter adotado medidas para facilitar as eleições na Autoridade Palestina, no dia 9 de janeiro.
Entre as medidas adotadas está a permissão para que candidatos façam campanha no leste de Jerusalém.
Barghouti foi "detido para interrogatório porque ele tinha direito de passar por Jerusalém, mas não tinha o direito de ficar na cidade", disse um porta-voz da polícia.
O leste de Jerusalém foi tomado por forças israelenses em 1967. A área é considerada território ocupado segundo a lei internacional. Mas Israel afirma que a cidade inteira é, exclusivamente, sua.
Pesquisas de opinião sugerem que Barghouti, um ativista que defende os direitos humanos, está em segundo lugar na disputa da presidência da Autoridade Palestina.
O líder palestino interino, Mahmoud Abbas, está em primeiro nas pequisas.
O eleito vai susbstituir Yasser Arafat, que morreu no dia 11 de novembro, como novo presidente eleito da AP.
Prisioneiros
Também nesta segunda-feira, o governo de Israel afirmou que libertou 159 prisioneiros palestinos em um gesto de boa vontade para com o presidente do Egito, Hosni Mubarak.
Mubarak aprovou a libertação de um espião israelense condenado no início de dezembro.
A maioria dos prisioneiros libertados deveria completar suas sentenças nos próximos meses. Os israelenses afirmam que nenhum dos prisioneiros libertados era acusado de envolvimento com terrorismo.
O ministério palestino para a questão dos prisioneiros informou à BBC que a libertação foi negociada entre o governo de Israel e o Egito, sem o envolvimento da Autoridade Palestina.