19 de dezembro, 2004 - 10h46 GMT (08h46 Brasília)
Três pessoas que trabalhavam para a comissão eleitoral do Iraque foram mortas na manhã deste domingo no centro de Bagdá.
Os funcionários estavam num carro trafegando pela rua Haifa - uma rua principal que vem sendo alvo de ataques de insurgentes sunitas - quando foram atacados.
Segundo testemunhas, um grupo de homens atirou contra o carro, retirou os passageiros, que estariam à paisana, e os matou a tiros.
O carro teria sido queimado depois do ataque.
Um porta-voz da comissão eleitoral, Adyl Alawi, disse acreditar que o ataque aos trabalhadores foi proposital.
Ainda não se sabe quem foram os responsáveis pelo ataque, mas integrantes da comissão eleitoral acreditam que tenham sido insurgentes, que vêm realizando vários ataques a autoridades e funcionários envolvidos na organização das eleições, marcadas para 30 de janeiro de 2005.
De acordo com a agência de notícias Reuters, seus repórteres viram insurgentes armados com AKs-47 e pistolas bloqueando a rua e revistando todo carro que passava.
Segundo Farid Ayar, membro da comissão eleitoral, ninguém da diretoria está entre as vítimas.
Carro-bomba
Outro ataque foi realizado depois, na cidade xiita Karbala, ao sul da capital iraquiana.
Pelo menos dez pessoas morreram e outras 30 ficaram feridas na explosão de um carro-bomba.
A área, próxima a um ponto de ônibus, ficou coberta de poças de sangue, destroços e cacos de vidro.
Na sexta-feira, duas mulheres foram mortas num ataque com morteiro a um escritório eleitoral na cidade de Dujail, ao norte de Bagdá.
Os Estados Unidos estão aumentando a quantidade de soldados para o número recorde de 150 mil para tentar evitar uma escalada de violência antes das eleições e para garantir que o processo eleitoral siga em frente com relativa segurança.
Porém, especialistas dizem que é praticamente impossível evitar pequenos ataques como o deste domingo.