18 de dezembro, 2004 - 04h54 GMT (02h54 Brasília)
O presidente dos Estados Unidos, George Bush, promulgou nesta sexta-feira uma lei que reformula amplamente as agências de inteligência do país.
As novas medidas - as mais radicais em quase 60 anos - têm o objetivo de impedir uma repetição dos ataques de 11 de setembro de 2001 ao país.
"Nosso vasto aparato de inteligência vai se tornar mais unificado, coordenado e eficaz", disse Bush na cerimônia de assinatura da proposta.
"Ela nos permitirá cumprir melhor o nosso dever, que é proteger o povo americano", acrescentou o presidente.
Será criado um cargo de diretor nacional de inteligência, encaregado de coordenar o trabalho das 15 agências de coleta de informações do país, inclusive a CIA e o FBI (a polícia federal americana).
O novo diretor vai controlar os orçamentos multimilionários dessas agências.
A legislação prevê ainda um reforço da segurança das fronteiras e um aumento dos poderes de agentes de inteligência para coletar informações.
Os agentes poderão grampear telefones de pessoas suspeitas de envolvimento em "terrorismo" e será adotado equipamento mais eficiente para fiscalizar bagagens nos portos de entrada no país.
Também será criado um centro nacional de combate ao terrorismo.
A legislação foi recomendada pela comissão bi-partidária que investigou os atentados de 11 de setembro de 2001 em Nova York e Washington.