17 de dezembro, 2004 - 11h39 GMT (09h39 Brasília)
O presidente da Coréia do Sul, Roh Moo-Hyun, alertou para os perigos de confrontar a Coréia do Norte em relação ao seu programa de armas nucleares.
Moo-Hyun, que inicia nessa sexta-feira uma visita oficial ao Japão, defende uma aproximação mais conciliatória de países como a Coréia do Sul, o Japão e os Estados Unidos com a Coréia do Norte.
Antes de se reunir com o presidente do Japão, Junichiro Koizumi, ele comentou que medidas mais duras contra o governo de Kim Jong Il teriam "sérias consequências".
Para o presidente sul-coreano, mais concessões são necessárias para persuadir a Coréia do Norte a abandonar seu programa de armas nucleares.
Guerra
O Japão também enfrenta um impasse político com a Coréia do Norte por causa de cidadãos japoneses que foram seqüestrados pelo o regime comunista durante a década de 70.
Com isso, aumenta a pressão sobre Koizumi em seu país para impor sanções à Coréia do Norte.
Mas Pyongyang diz que iria considerar as possíveis sanções como um ato de guerra.
Charles Scanlon, correspondente da BBC em Seul, diz que a Coréia do Sul e a China estão preocupadas com o perigo dessa pressão sobre o governo de Kim Jong Il.
Scanlon ainda destaca que, embora o presidente americano George W. Bush defenda negociações multilaterais, alguns políticos mais linha-dura em Washington estariam "perdendo a paciência com a diplomacia em relação à Coréia do Norte".