16 de dezembro, 2004 - 11h41 GMT (09h41 Brasília)
Atiradores mataram o diretor-geral do Ministério das Comunicações do Iraque, nesta quinta-feira.
Kassim Imhawi dirigia para o trabalho, no centro de Bagdá, quando foi cercado por outros carros, dirigidos pelos atiradores.
Oito guarda-costas de Imhawi ficaram feridos nos ataques, segundo a agência de notícias Associated Press.
O assassinato ocorre dias depois de o primeiro-ministro interino iraquiano Ayad Allawi ter alertado que insurgentes poderiam intensificar seus ataques com a proximidade das eleições, marcadas para 30 de janeiro.
ONU
Mas, apesar dos temores, a ONU está se preparando para aumentar a sua presença no Iraque, em uma tentativa de fazer com que as eleições transcorram sem problemas.
Sob a pressão dos Estados Unidos, a organização deve se concentrar nas cidades de Basra, no sul, e Irbil, no norte.
O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, deve discutir seus planos nesta quinta-feira, com o secretário de Estado americano, Colin Powell, e a sucessora dele, Condoleezza Rice.
A ONU tem mantido um número mínimo de funcionários no Iraque desde agosto de 2003, quando seu quartel-general em Bagdá foi alvo de um atentado, em que morreu o brasileiro Sérgio Vieira de Mello, enviado especial da organização no país.
Um ano depois, Annan permitiu que os funcionários estrangeiros voltassem ao Iraque em pequenos grupos.
A ONU tem pelo menos 60 representantes no país atualmente e planeja colocar 25 especialistas em monitoramento de eleições para a votação em janeiro.
Além disso, cerca de 250 membros das forças de paz das Ilhas Fiji estão sendo treinados para acompanhar a eleição.