14 de dezembro, 2004 - 00h05 GMT (22h05 Brasília)
Um tribunal na Califórnia recomendou que um homem seja executado por assassinar sua mulher grávida.
Scott Peterson, de 32 anos, notificou a polícia do desaparecimento de sua mulher, Laci, na véspera do Natal de 2002.
Ela estava no oitavo mês de gravidez.
O tronco de Laci e um feto em avançado estado de decomposição foram encontrados em uma praia na baía de São Francisco, nos Estados Unidos, em abril de 2003.
O juiz ainda pode decidir condenar Peterson a prisão perpétua ao anunciar a sentença, no dia 25 de fevereiro.
Em novembro, Peterson foi condenado pelo assassinato da mulher e do feto.
O ex-vendedor de fertilizantes disse que estava fora da casa, pescando, quando sua mulher desapareceu.
Os promotores disseram durante o julgamento que ele tinha estrangulado ou asfixiado Laci, de 27 anos, e jogou o corpo no mar quando estava no barco de pesca, utilizando um peso para facilitar o afundamento.
Segundo a promotoria, Peterson queria levar uma vida de solteiro rico e bem-sucedido. Ela alega que o réu matou a mulher por dinheiro e porque queria ficar com sua amante, Amber Frey.
Advogados de defesa argumetnaram que Peterson foi seqüestrado por estranhos que mataram Laci. Eles dizem que a promotoria construiu sua tese com base em evidências circunstanciais.
O julgamento durou cinco meses e atraiu grande interesse dos meios de comunicação nos Estados Unidos, alimentando a discussão sobre o aborto.
Houve polêmica sobre se Peterson poderia ser acusado de assassinato de um bebê que ainda não havia nascido.