13 de dezembro, 2004 - 12h30 GMT (10h30 Brasília)
O governo da Coréia do Norte anunciou que vai "reconsiderar seriamente sua participação nas conversas com os Estados Unidos", referindo-se à negociação sobre seu programa nuclear.
Um comunicado divulgado pelo governo nesta segunda-feira acusa os americanos de estarem promovendo uma campanha de desinformação com o objetivo de forçar mudanças no regime em Pyongyang.
A afirmação refere-se a reportagens publicadas pela imprensa americana segundo as quais cerca de 130 generais norte-coreanos haviam desertado e se refugiado na China nos últimos anos.
"Ao contrário do que os Estados Unidos alegam, nem um botão do uniforme de um general norte-coreano, muito menos mais de uma centena de generais, jamais foram encontrados do outro lado da fronteira", disse um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores.
Retratos
O comunicado também nega que fotografias do líder coreano Kim Jong-il estariam sendo retiradas de locais públicos.
"A propaganda falsa e a operação psicológica com o objetivo de difamar a Coréia do Norte e provocar uma mudança de regime ultrapassou o limite de tolerância", diz o comunicado, que diz que o governo está "firme como uma rocha".
Um correspondente da BBC na região disse que recentemente aumentaram os rumores de instabilidade política na Coréia do Norte.
Desde a eleição presidencial nos Estados Unidos, conservadores americanos passaram a discutir mais abertamente a necessidade de mudanças no regime da Coréia do Norte.
Os conservadores alegam que os abusos contra os direitos humanos estão aumentando no país e que o país estaria aumentando o seu arsenal nuclear.