12 de dezembro, 2004 - 16h44 GMT (14h44 Brasília)
O Partido Trabalhista de Israel, de oposição, concluiu neste domingo a primeira rodada de negociações sobre uma proposta de coalizão com o governo do primeiro-ministro israelense Ariel Sharon.
De acordo com representantes das duas partes, um anúncio formal de coalizão governamental deverá ser feito em breve.
Um negociador do partido governista, o Likud, afirmou que o acordo poderá sair em menos de uma semana.
Mas segundo o Partido Trabalhista, ainda há alguns obstáculos a serem vencidos como por exemplo, se o partido irá ocupar pastas importantes no novo gabinete.
'Preço da paz'
O líder trabalhista Shimon Peres disse que o partido quer assegurar a retirada de assentamentos judaicos da Faixa de Gaza e partes da Cisjordânia.
"Retirar colonos e assentamentos é difícil. O preço é a paz", comentou Peres antes da votação do seu partido sobre a possível coalizão.
Os trabalhistas também querem pressionar o governo a prosseguir com o plano de paz com os palestinos.
Sharon precisa do apoio dos trabalhistas para evitar ter que convocar eleições antecipadas.
Paz
O premiê convidou o Partido Trabalhista para se unir ao seu gabinete, na sexta-feira, dias após a saída do governo do partido de centro Shinui e a perda da maioria parlamentar.
O Likud, partido de Sharon, aprovou na quinta-feira a anulação de uma cláusula que previa a proibição de um governo de coalizão com os trabalhistas.
Dos cerca de 3 mil membros do Likud, 62% votaram a favor da anulação.
Sharon também conversou com os líderes de outros dois partidos ultra-ortodoxos.
O Shas e o Judaísmo da Torá estão sendo convidados a participarem do governo também.
Alguns membros do Likud acreditam que eles são um importante contrapeso a qualquer influência esquerdista dos trabalhistas.