11 de dezembro, 2004 - 08h02 GMT (06h02 Brasília)
O secretário de Estado americano Colin Powell está na cidade de Rabat, no Marrocos, para um polêmico encontro sobre reformas no Oriente Médio.
Powell deve se reunir com líderes regionais e representantes do G-8 (grupo formado pelos sete países mais industrializados do mundo e a Rússia) para promover mudanças econômicas e políticas na região.
Os Estados Unidos lançaram a iniciativa em março, mas a idéia foi recebida com críticas e irritação por países árabes e acabou sendo modificada.
"Cada país vai ter que criar seu próprio modelo, em seu ritmo próprio e estamos aqui para ajudá-los a fazer isso e dar apoio político e financeiro", disse Powell.
Ajuda financeira
Pelo menos 20 países árabes, africanos, asiáticos e do Oriente Médio estão participando do encontro. Espera-se a presença de representantes do Egito, Iraque, Jordânia, Kuwait, Líbano, Líbia, Paquistão, Arábia Saudita e Autoridade Palestina.
A controversa iniciativa americana deve abrir um canal de diálogo sobre reformas políticas, econômicas e sociais no norte da África e Oriente Médio, usando a ajuda financeira do G-8 como incentivo.
Mas o repórter da BBC Jill McGivering, que acompanha Powell, diz que o plano ainda enfrenta oposição dos que o vêem como um exemplo da arrogância americana e têm suspeitas sobre os reais motivos dos Estados Unidos.
Cerca de 500 pessoas protestaram do lado de fora do parlamento marroquino na noite de sexta-feira, de acordo com a agência de notícias Reuters.
Grupos de direitos humanos criticaram os Estados Unidos por usarem o diálogo sobre a democracia na região para legitimizar sua política militar e externa para o Oriente Médio.
O encontro deve se concentrar inicialmente em questões menos polêmicas, como o fundo de US$ 100 milhões (cerca de R$ 277 milhões) para encorajar pequenos negócios e iniciativas que combatam o anafalbetismo e melhorem o estatus das mulheres.